Cada nova temporada de animes costuma quase sempre
trazer consigo uma serie voltada aos estilos ecchi e harém que,
sempre possuem uma história minimamente bem estruturada e com algum nexo,
incluindo uma boa dose de ação e comédia, e o tradicional fanservice,
personagens femininas muito bonitas ficando nuas o tempo todo ou apenas
ocasionalmente.
A dúvida fica por conta
de quantos deles conseguem conciliar esses elementos com uma história ao menos
aceitável, ou então, apenas querem mostrar peitos e bundas em todos os
episódios. E a review de hoje é de Trinity Seven, anime que é adaptação do mangá de Kenji Saitou (história)
e Akinari Nao (arte). Será que ele consegue unir todos os elementos
em uma história minimamente interessante, ou se entrega de corpo e alma para a
safadeza?
O enredo de Trinity Seven não é nada muito diferente de tantos outros animes do mesmo gênero que existem por aí, temos um protagonista aparentemente inútil, muito pervertido, que logo se mostra possuidor de algum poder que o torna o cara mais poderoso do pedaço, logo depois ele vai estudar em uma escola onde só estudam garotas, para aprender a controlar seus poderes, e para completar o pacote de clichês, o protagonista deve conquistar as sete garotas mais fortes da escola para obter sua ajuda.
Na história, tudo começa com o “Fenômeno da destruição”, um incidente
que causou a destruição do mundo e levou a prima de Arata Kasuga, Hijiri Kasuga, para outra dimensão.
Decidido a trazer a garota de volta, e em resultado de alguns acontecimentos
que inclusive explicam o Sol Preto que agora paira no céu, o protagonista Arata
alista-se na Royal Biblia Academy, uma escola de magia onde
convenientemente só existem garotas, com destaque para um grupo de nome: “Trinity Seven“. Com tanta beleza
feminina à sua volta, será o rapaz capaz de dar seguimento às intenções que o
levaram àquele estabelecimento de ensino mágico?
Versão em vídeo:
Trinity Seven |
Personagens
Para um anime com apenas
12 episódios para desenvolver sua história, apresentar personagens e convencer
o espectador de que vale a pena acompanhar sua história, Trinity Seven toma um
caminho muito arriscado ao apresentar uma quantidade muito grande de
personagens em apenas 12 episódios, pois é um tempo curto demais para
desenvolver tanta gente e ainda fazer com que quem assiste se interesse por
aqueles personagens, mas usando o protagonista Arata como seu porto seguro o
anime consegue surpreendentemente desenvolver muito bem seus personagens, tanto
em personalidade, quanto nos conflitos de cada um, pois o anime se limita a
apresentar o básico, temos ali vários personagens muito fortes que irão ajudar
o protagonista a realizar seu objetivo, e tudo que se precisa conhecer deles em
12 episódios são suas personalidades distintas e um pouco de seu passado,
ficando nessa zona segura Trinity Seven não surpreende, mas também não desaponta
seus fãs.
Trinity
Seven | Enredo
Protagonista raiz
O começo do anime é um tanto
chato, lento, e clichê, que até dá vontade de dropa-lo logo no 1° episódio, mas
conforme os episódios avançam o enredo vai se mostrando muito bom de acompanhar
mesmo com os vários clichês empregados na história, a começar pelo protagonista
que só apanha por boa parte dos episódios até começar a entender como utilizar
sua magia.As cenas de fanservice muitas
vezes parecem deslocadas, e um tanto desnecessárias, como as infinitas vezes
onde o Arata cai em cima de alguma garota apalpando com precisão seus peitos,
ou quando as garotas ficam nuas trilhões de vezes em momentos inoportunos só
pra garantir que o jovem no ápice da puberdade vai ter um bom motivo para
descabelar o palhaço, ou quando ficam fazendo piada no meio de uma luta, e o
inimigo ao invés de aproveitar a chance pra atacar fica apenas observando, algo
totalmente descabível e desnecessário, e até mesmo fora de hora.
Bem melhor que o Dress Break
Como veredito final, posso dizer
que Trinity Seven é uma boa mistura de ecchi com ação, com um design de
personagens bem feito e chamativo, além de uma história que consegue conciliar
seus vários elementos sem se perder no meio do caminho, mesmo que muitas vezes possa
parecer desnecessário ou que está forçando a barra.No mais, Trinity Seven consegue
utilizar muitos clichês para contar uma história interessante até certo ponto,
e pode ser um bom entretenimento se for visto sem compromisso, pois em nenhum
momento a história faz menção de evoluir ou entregar algo novo.
Ninguém resiste ao poder do moe
O que você achou de Trinity Seven? Comenta aí!






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